Professores humanos estão sendo trocados por IA?
- Reginaldo Zaglia
- 2 de set. de 2025
- 2 min de leitura

O mundo foi surpreendido nos últimos dias com a notícia de que uma escola privada nos EUA oferece ensino com "professor" IA. A Alpha School substitui docentes tradicionais por 'guias' de aprendizado, cuja função principal é motivar os alunos. As aulas tem duração de apenas 2 horas por dia.
Estudar em uma das unidades já abertas (Texas, Flórida, Arizona e Califórnia) custa, no mínimo, 40 mil dólares por ano (cerca de R$ 217,3 mil; ou R$ 18 mil por mês). Segundo o próprio colégio, há previsão de abertura de novas filiais neste semestre, inclusive em Nova York.
A escola usa modelos de motivação individuais e coletivos, com recompensas e incentivos. A partir do desempenho de cada um e das metas atingidas, é possível ganhar tempo para atividades extras ou usar a moeda interna da escola para acessar experiências "especiais".
Nos EUA, especialistas levantam questionamentos sobre a reduzida carga de horario, o excesso de contato com telas provocado pelo uso da IA e a "robotização dos alunos", que passam a ser estimulados apenas por recompensas externas.
Outras questões profundas são levantadas como os possíveis prejuízos em questões relacionadas a habilidades sociais, pensamento crítico e concentração por períodos mais prolongados e a falta de discussões sobre diversidade e inclusão.
O uso de IA para estudar não é novidade. Com a evolução e difusão da inteligência artificial (IA) cada vez maior na sociedade, estudantes passaram a utilizar o chat GPT e outras ferramentas de IA para auxiliar na realização de atividades e trabalhos acadêmicos.
Especialistas consideram que o uso da inteligência artificial é uma tendência irreversível e deve ser abordada em sala de aula, entretanto o professor é semelhante ao aluno porque também é um ser humano: sente, erra, aprende e evolui e essa identificação é de suma importância.






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